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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Reitor recebe minuta de projeto e garante empenho para implantação do CRB na UFT

Uma minuta do projeto CRB – Curso de Realidade Brasileira do Tocantins foi apresentado ao reitor da Universidade Federal do Tocantins, Márcio da Silveira, no dia 13 de novembro, na reitoria da UFT, em Palmas. A construção do projeto fez parte da programação do I Encontro Regional Norte do IPDMS – Instituto de Pesquisa, Direitos e Movimentos Sociais, realizado nos dias 13 e 14 de novembro.

A reunião para apresentação do CRB contou com a presença do coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile, que falou sobre a experiência de mais de 10 anos do curso em outras universidades estaduais e federais, com destaque para a Universidade Federal de Juiz de Fora, a primeira a implantar o curso de extensão, que tem como objetivo analisar criticamente a realidade brasileira, a partir de pensadores brasileiros.

“Para a existência do curso é vital a parceria com a Universidade em termos de logística, espaço e material didático. Mas também não basta a Universidade ser parceira, os movimentos tem que fazer acontecer”, frisou Stédile, que ressaltou outras parcerias importantes do MST com as universidades públicas, como Pronera e Residência Agrária.

A professora do curso de Direito da UFT e articuladora do IPDMS-TO, Shirley Andrade, falou sobre a construção do curso no Tocantins. “A proposta de concretizar a realização deste curso de extensão é fruto de uma demanda apresentada pelos movimentos sociais do Tocantins com a finalidade de ampliar e fortalecer a capacitação de seus militantes”.

Parceria
Após a apresentação do Curso de Realidade Brasileira, o reitor Márcio da Silveira, destacou que estará empenhado em contribuir para a implantação do curso de extensão na UFT. “Será  um orgulho implantar o I CRB aqui no Tocantins e vou fazer todos os esforços para que possamos garantir que este projeto saia do papel”, garantiu.

Também participaram da reunião o pró-reitor de Pesquisa e Extensão, George França, o coordenador estadual o MST, Antônio Marcos, os professores Eliseu, Porto Nacional, e Rejane Medeiros, Tocantinópolis, e demais membros do MST e do IPDMS-TO.

Flávia Quirino

segunda-feira, 11 de março de 2013

Nota de Solidariedade ao MST, ao MAB e a Via Campesina, pela ação de ocupação da Fazenda Aliança ocorrida no dia 07 de março de 2013.


Nota de Solidariedade do Instituto de Pesquisa, Direitos e Movimentos Sociais (IPDMS), seção Tocantins, ao MST, ao MAB e a Via Campesina, pela ação de ocupação da Fazenda Aliança ocorrida no dia 07 de março de 2013.

Nós, professoras, professores, pesquisadoras, pesquisadores, militantes, profissionais e estudantes do Instituto de Pesquisa, Direitos e Movimentos Sociais (IPDMS), seção Tocantins, viemos através desta Nota de Solidariedade, manifestar nosso apoio às mulheres do MST, MAB e a Via Campesina, pela ação de ocupação da Fazenda Aliança ocorrida no dia 07 de março de 2013, em defesa da agricultura camponesa e contra o agronegócio, e pela aceleração do processo de reforma agrária no Brasil.

A manifestação, liderada pelas mulheres do MST, do MAB e da VIA CAMPESINA, é legítima e faz parte da campanha nacional “Mulheres Sem Terra na Luta contra o Capital e pela Soberania dos Povos”, ação do movimento com relação ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março.

Entendemos que as mobilizAÇÕES que são acampadas pelo MST, MAB e VIA CAMPESINA representam a luta de milhares de brasileiras e brasileiros que vivem em situação de insegurança alimentar devido à constante falta de investimento e interesse do setor público na agricultura camponesa.

Cabe ressaltar que a agricultura camponesa é responsável por 70% da comida que vai para a mesa do povo brasileiro. Enquanto fazendas como a da família Abreu, localizada no município de Aliança do Tocantins, produzem somente o monocultivo do eucalipto para atender em grande parte somente aos interesses de setores internacionais da economia, desgastando cada vez mais a natureza do nosso país em troca do enriquecimento e benefício de pouquíssimas pessoas.


Por meio desta nota demonstramos nosso apoio de forma incondicional às ações do MST, do MAB e da VIA CAMPESINA, e consequentemente, afirmamos nosso apoio à luta pela reforma agrária, por mais investimento na agricultura camponesa e contra o uso de agrotóxicos nos alimentos.

Contra o Capital e pela Soberania dos Povos


Palmas, 11 de março de 2013.