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sexta-feira, 14 de março de 2014

Plebiscito por uma constituinte é tema de roda de conversa na UFT

O Plebiscito Popular por Uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político foi tema da roda de conversa "Mulher e Participação Política" realizada no dia 12 de março, no hall da Biblioteca da UFT - Universidade Federal do Tocantins.

A atividade, em alusão ao Dia Internacional de Luta das Mulheres, contou com a participação de estudantes do curso de Comunicação Social da UFT, teve como debatedoras a professora Dra. Cynthia Mara Miranda e representantes do Comitê Estadual do Plebiscito.

A luta das mulheres trabalhadoras e o contexto histórico do Dia 8 de Março foi abordada pela integrante do Grupo Feminista Dina Guerrilheira, Lorena Duailibe. A importância do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político foi apresentada pela representante do IPDMS e MMM, Cleide Diamantino. “Será por meio do plebiscito que pressionaremos o Congresso para as mudanças necessárias e exigidas pela sociedade para que de fato realizemos as devidas transformações sociais, destacando que os direitos das mulheres só serão garantidos caso haja uma maior participação das mulheres na política”, enfatizou.

A professora do curso de Comunicação Social da UFT, Cynthia Miranda falou sobre a participação da mulher na política e ressaltou a importância da reforma política. “O reforço de estereótipos sobre a imagem da mulher na política tem efeitos nocivos em nossa sociedade na medida em que preserva valores retrógrados, quase sempre colocando a mulher como inábil para exercer funções políticas. A atuação das mulheres na política continua sendo invisibilizada e a propagação de imagens que desvalorizam as mulheres em diferentes meios de comunicação reduzem o nosso papel na sociedade e não contribuem para reduzir as desigualdades entre os gêneros na esfera política”.

Ao final do debate, os estudantes foram convidados para participarem da organização do Plebiscito. A roda de conversa foi realizada pelo coletivo feminista do Comitê Estadual: IPDMS – Instituto de Pesquisa, Direitos e Movimentos Sociais, Grupo Feminista Dina Guerrilheira e Marcha Mundial das Mulheres.

Cleide Diamantino e Flávia Quirino

quarta-feira, 12 de março de 2014

Mulher e participação política é tema de roda de conversa nesta quarta, na UFT

Mulher e participação política, este é o tema de uma roda de conversa que acontece nesta quarta-feira, 12, às 19h, no hall da Biblioteca da Universidade Federal do Tocantins, em Palmas. A atividade é organizada pelo coletivo feminista do Comitê Estadual do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Política, em alusão ao 8 de Março, Dia Internacional de Lutas da Mulheres.

A atividade inicia às 19 horas, com debate sobre o histórico do Dia 8 de Março, a participação das mulheres na política e construção do plebiscito popular por uma constituinte. Alunos do curso de Comunicação Social, da disciplina de Comunicação Comparada, ministrada pela professora Dra. Cynthia Mara Miranda, também participam da atividade.

A roda de conversa tem como objetivo levar para a Universidade uma reflexão sobre a sub-representação da mulher na política brasileira e a urgente necessidade de construção coletiva da campanha do Plebiscito Popular por uma nova Constituinte. A consulta ao povo brasileiro acontece entre os dias 1º a 7 de setembro com a seguinte pergunta: “Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?”.

No Tocantins, o Plebiscito tem sido construído por meio de um Comitê Estadual, aberto a participações, formado por movimentos sociais, organizações sindicais e da sociedade civil organizada. O coletivo feminista do Comitê é, atualmente, formado pelo Grupo Feminista Dina Guerrilheira, Marcha Mundial das Mulheres e IPDMS – Instituto de Pesquisa, Direitos e Movimentos Sociais.

Flávia Quirino

domingo, 9 de março de 2014

Violência contra a mulher é tema de roda de conversa no Instituto Fé e Alegria

No Dia Internacional de Luta das Mulheres, 8 de Março, o Instituto Fé e Alegria de Palmas realizou uma roda de conversa com o tema Violência Contra a Mulher e Tráfico Humano. O momento contou com a participação de representantes de organizações da sociedade civil e comunidade para debater sobre a questão.


Os debates abordaram sobre os problemas que afetam a vida das mulheres, violência, falta de acesso à saúde, educação, entre outros. A ausência de políticas públicas que combatam efetivamente a violência contra a mulher no Tocantins também foi alvo do debate. A indígena Lúcia Xerente, que representou as mulheres indígenas na atividade, falou das problemáticas vivenciadas pelas mulheres indígenas. “Não é fácil ser mulher indígena no mundo do branco” e destacou que assim como na realidade das mulheres não indígenas, a violência mais comum é a doméstica, geralmente em decorrência do uso de bebida alcoólica.


Representando o IPDMS – Instituto de Pesquisa, Direitos e Movimentos Sociais do Tocantins e a Marcha Mundial das Mulheres, Cleide Diamantino falou sobre as formas de manifestação da violência contra a mulher, uma vez que essa violência é considerada como normal e está presente em todas as classes sociais. “As mulheres precisam se organizarem coletivamente para darmos continuidade à luta para conquista de direitos para a transformação da vida das mulheres com o objetivo de superarmos, dentre os vários problemas, também o da situação de violência”, destacou.

No âmbito da violência contra a mulher, a roda de conversa também abordou sobre o tráfico humano. No debate, impactos de grandes projetos e da Copa do Mundo deste ano no Brasil, também causaram preocupação entre os participantes, já que estas atividades potencializam o turismo sexual e como consequência aumenta também as chances de tráfico de pessoas.


A comunidade presente participou com depoimentos, onde foi possível comprovar que os casos de violência vivenciados pelas mulheres são resultado do machismo-patriarcal que sustenta nossa sociedade.

Participaram da Roda de Conversa Diálogos representantes da comunidade, do povo Xerente, da Arquidiocese de Palmas, do Centro de Direitos Humanos de Palmas e Grupo Feminista Dina Guerrilheira, do Hospital Dona Regina, da juventude secundarista, entre outros.


Por Flávia Quirino e Cleide Diamantino